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Errr.... Natal

Ora vamos lá a isto: se há época do ano que abomino (do verbo abominar) é o Natal. Vêm-me à cabeça os adjectivos "execrável", "ímpio", "sacrílego" e outros de igual calibre linguístico. A única outra época, se podemos apelidar assim, de calibre aproximado na minha escala de ódio, é a passagem de ano. Porque vejamos: o Carnaval é completamente idiota mas é a única festa de origem pagã que resta. A Páscoa resume-se a um domingo em que a RTP e a TVI se lembram de passar uma missa e umas centenas de portugueses vão almoçar à Ericeira. As férias de Verão são o apelo nacional à histeria da bejeca com caracóis, em que cada um acha que a vida é linda, e a praia é do camano, e os amigos são do caraças, e vai disto! Agora Natal, caramba, Natal bate tudo. Tem a idiotice do Carnaval, acrescida pelo facto de ser de natureza familiar, tem a missa da Páscoa acrescida de quem não mete lá o cu o resto do ano, tem a histeria das férias de Verão mas sem bikinis ou caracóis, e muito mais, tem o trânsito num pandemónio, tem um país parado porque decisões "só depois das festas", tem hipocrisia às compras nas lojas dos chineses, tem jantares de grupo onde se apanha a bebedeira da época de Inverno, tem piadas sobre a vida sexual das renas, tem jantares de gente intimamente odiada ou desencontros de gente desencontrada, tem menos gatos nos beirais. Não tem nada para mim.

Prémio "assim é que se fala!"

"Há quem passe a consoada...

... a tirar a p*** da espinha de bacalhau que se encontra espetada na garganta.
... a chegar à conclusão que os sonhos parecem testículos cobertos com açúcar.
... a olhar para a prima com se ela fosse a mais apetitosa das pernas de peru.
...convencido que está a festejar o Dia Mundial do Livro.
... a olhar para a família e a pensar que a genética é uma coisa lixada.
... agarrado a alguém do sexo oposto.
... a olhar para a perna de peru como se ela fosse a mais apetitosa das primas.
... convencido que o Pai Natal é uma stripper vinda do leste europeu.
... nu, a fazer o pino e com um duas bolas da árvore de Natal presas a um par de outras bolas.
... a murmurar "Meu Deus, envia uma praga de gafanhotos de proporções bíblicas e acaba com este tormento! Ok... contento-me com uns 100 ou 200. Tudo menos vestir-me novamente de Pai Natal!!!"
... agarrado a duas pessoas do sexo oposto.
... alcoolizado, a explicar a avó os benefícios das orgias.
... seriamente a colocar a hipótese do suicídio, após ouvir a quadragésima nona graçola proferida pelo engraçadinho da família.
... a pensar que a vida seria bem mais fácil se os humanos tivessem quatro braços e vinte dedos em cada mão. Três pés também vinham a calhar.
... a dizer, vezes e vezes sem conta, "Não! Ainda é cedo para o Pai Natal chegar! Não! Ainda é cedo para o Pai Natal chegar! Não! Ainda é cedo para o Pai Natal chegar! Não! Ainda é cedo para o Pai Natal chegar! Não! Ainda é cedo para o Pai Natal chegar! Não! Ainda é cedo para o Pai Natal chegar!"
... a dizer, em estado de desespero, "F******! Não! O Pai Natal este ano não vem! Está preso nos calaboiços da PJ, acusado de actividades pedófilas e trafego de brancas! Não sabes o que é um pedófilo? Então vai perguntar ao mentecapto do teu pai e deixa-me em paz!!!!!"
A todos estes e a vocês também, o GameOver deseja um feliz, feliz, feliz, feliz Natal, f******! desculpem, mas não resisti!"

Newsletter da Gameover

Prémio "vivinha da costa"

Reportagem da TVI dia 21, Jornal Nacional.

Jornalista: "Então o que é que vai comprar para este natal, para a noite da consoada?"

Senhora esgroviada: "Ah, o costume, bacalhau né? Ou, se não houver, sardinhas, pelo menos..."


Bad Santa, bad Santa!

Creio que mesmo em criança não gostava do Natal. Sempre dei mais valor à desilusão das prendas todas abertas do que aos dias a pensar o que lá estaria. Sempre pensei mais no after christmas do que no before christmas. Sempre pensei mais nas falhas de uma família pouco "familiar" quando tinha que lidar com ela em termos reais do que no quotidiano das semanas sem um telefonema. Sempre dei mais valor ao livro idiota oferecido do que ao que teria sido uma boa prenda. Nunca tive pachorra para blocos de anúncios de 15 minutos ao sábado de manhã. A verdade é que gosto pouco de pessoas. Sobretudo quando são do próprio sangue: as falhas não se perdoam. (bitter post)