... lança a confusão: Negrão com hipótese de ficar em segundo. O que dá uma volta em quase tudo o que foi dito e é a tábua de salvação momentânea de Marques Mendes. E obriga Carmona a esperar até ao fim.
domingo, julho 15, 2007 at 20:57 Labels: { Política } {0 comments}
... lança a confusão: Negrão com hipótese de ficar em segundo. O que dá uma volta em quase tudo o que foi dito e é a tábua de salvação momentânea de Marques Mendes. E obriga Carmona a esperar até ao fim.
at 20:49 Labels: { Política } {0 comments}
... faz o seu papel: aponta a fraqueza de Costa e exige condições para viabilizar governação. Para depois cobrar, como lhe compete.
at 20:43 Labels: { Política } {0 comments}
Diz Pacheco Pereira, e bem, que o eleitorado penalizou a direita (PSD e CDS-PP) mas não Carmona. Como é que o eleitorado fez a distinção entre o PSD e Carmona, na anterior gestão? Em que é que o PSD foi mais responsável do que Carmona? Parece mais fácil penalizar um partido do que um indivíduo, e na hora do voto, o alvo mais fácil sofre mais. Mesmo quando a responsabilidade é, no mínimo, partilhada. Os portugueses, mesmo os poucos lisboetas que votaram hoje, parecem mais cansados dos partidos que interessados em avaliar os indivíduos. O que pode perverter resultados.
at 20:19 Labels: { Política } {0 comments}
José Manuel Mestre, da SIC, dá com pessoas da Covilhã e de Cabeceiras de Basto no Altis, que nem sabem o que se passa mas vieram em excursão. Outro repórter frisa que as pessoas que aparecem no hall de hotel onde está a equipa de Carmona não são apoiantes mas pessoas que vieram a um congresso. Os lisboetas evaporaram.
at 20:02 Labels: { Política } {0 comments}
A maioria na Assembleia é do PSD. Coligação de António Costa com Negrão é impensável, pelo que qualquer que seja o elenco definitivo, vai ter dois anos de eventual bloqueio. Dois anos de ingovernabilidade, ou o PSD não tenha maus fígados.
at 19:42 Labels: { Política } {0 comments}
... parecem evitar mencionar a situação deixada por Carmona. Não se ouve uma pergunta, um comentário. O PSD será o bombo da festa, Carmona safa-se com arranhões.
at 19:33 Labels: { Política } {0 comments}
... vai para intervalo antes de Sá Fernandes terminar ou responder a perguntas. Começa a perder o comboio, como quase sempre.
at 19:30 Labels: { Política } {0 comments}
... reage pelo eleito Sá Fernandes como o PCP em eleições nacionais: sempre ganhando, contra a direita. Nem uma palavra sobre uma new-comer como Roseta. A existir coligação PS-PCP, Sá Fernandes vai ficar a falar sozinho. Como agora.
at 19:26 Labels: { Política } {0 comments}
... conseguiu ter no estúdio Miguel Relvas e Manuel Maria Carrilho. Relvas ataca agora a campanha de Negrão e diz bem de Roseta. Começa o sangue.
at 19:18 Labels: { Política } {0 comments}
...começa com as desculpas da praxe, o número de candidatos, a data, o facto de serem apenas projecções. No fim da noite Portas manter-se-á na mesma, mas a sombra de Ribeiro e Castro, como diz Pacheco Pereira, fez mossa.
at 19:11 Labels: { Política } {0 comments}
... bate o Bloco e Sá Fernandes. O que é sintomático: já não há pachorra para o Zé.
at 19:10 Labels: { Política } {0 comments}
... reserva o desastre para mais tarde. No final da noite haverá congresso e directas, e tubarões à espera.
at 19:04 Labels: { Política } {0 comments}
A vergonha: abstenção aprox. 62%.
at 19:02 Labels: { Política } {0 comments}
Carmona em segundo e Negrão em terceiro = Marques Mendes de saída?
Telmo Correia não eleito.
at 18:58 Labels: { Política } {0 comments}
SIC: António Costa 33,9% (max)
RTP: António Costa 35,2% (max)
TVI: António Costa 34% (max)
at 17:46 Labels: { Política } {0 comments}
O desastre: taxa de afluência às urnas de 15,51 por cento até às 12h00, 27,86 até às 16h00.
domingo, julho 08, 2007 at 22:06 Labels: { Política } {0 comments}
"As eleições autárquicas de 2001 representaram o fim de um ciclo político. Por uma vantagem de 856 votos na noite eleitoral, o PSD foi a principal força política na capital e Pedro Santana Lopes tornou-se presidente da Câmara Municipal, no lugar do socialista João Soares, contribuindo para a demissão do primeiro-ministro António Guterres. As suspeitas de fraude eleitoral levaram o Ministério Público a investigar e, por fim, a encontrar indícios, «se não de uma conduta intencionalmente falseadora da verdade eleitoral, pelo menos grosseiramente negligente do desempenho das funções de membro da assembleia de apuramento geral». Este livro é o resultado de uma análise exaustiva dos documentos eleitorais dessa votação e da recolha de depoimentos de autarcas e pessoas ligadas à campanha de Lisboa. Da sua leitura, sobressairão numerosas discrepâncias reveladoras de um processo de escrutínio eleitoral – desde o recenseamento até à publicação dos resultados em Diário da República – significativamente permeável a erros, à adulteração, intrusão ou intenção dolosa de alterar o sentido de voto dos eleitores, eventuais actos que tornam impossível afirmar com segurança quem, efectivamente, ganhou as eleições de 2001 em Lisboa."
Dá para acreditar?
[Eleições Viciadas?, João Ramos de Almeida, D. Quixote, 2007]
terça-feira, junho 26, 2007 at 22:09 Labels: { Política } {0 comments}
A SIC fez um alinhamento a aproveitar em toda a linha o dia em cheio: a demissão de Mega Ferreira, a palhaçada de Berardo, a confusão mental de Negrão. Mega Ferreira simplesmente não esteve para aturar o sucessor de Mário Lino como bobo da corte nacional e abandonou o cargo. Perde-se visão, perde-se empenho, perde-se capacidade de gestão. Berardo pede hoje uma demissão já ocorrida ontem, diz que Mega tem problemas mentais, recebe a ministra da Cultura como a maior amiga de sempre e pavoneia-se em frente às cameras. O pano de fundo é uma colecção conseguida por tuta e meia, traficada, contrabandeada, ultra-sobrevalorizada na negociação com o estado. Fernando Negrão tem a proeza de baralhar a EPUL, a EPAL e o IPPAR, sem saber o que quer extinguir, nuns 15 minutos que fariam de John Cleese um homem muito invejoso. Desconhecimento total, confusão suprema. O puzzle encaixava na perfeição de Berardo falasse dos problemas mentais de Negrão, Negrão apresentasse a demissão e Mega quisesse extinguir Berardo. Ainda há dias que valem a pena.
sexta-feira, maio 18, 2007 at 22:44 Labels: { Política } {0 comments}
Andei a adiar o meu novo recenseamento desde Janeiro. "Ah, e tal, tenho que lá ir". "Ah, pois é, esqueci-me". Na semana passada tratei do assunto. No mesmo dia, a Câmara caiu. Uma das questões que sempre me irritou profundamente foi não votar em Lisboa. A casa dos meus pais situa-se a escassos metros do limite do conselho. Estudei em Lisboa, trabalhei e trabalho em Lisboa, vi sempre cinema em Lisboa, passeei em Lisboa, saí à noite em Lisboa, comprei quase tudo o que tenho em Lisboa. Votei na Amadora. Apesar de apenas e só residir no concelho, e passar muito mais horas em Lisboa do que em casa, a lei sempre me obrigou ao voto ali. Agora, finalmente, decido sobre o futuro da cidade que verdadeiramente me diz respeito.
A palhaçada a que a situação da CML chegou merece poucos comentários. Dos poucos, salienta-se que tudo começou com Santana. Corria o Verão de 2001 e quis a sorte que o meu primeiro trabalho a solo em imprensa generalista (Diário de Notícias) fosse a cobertura de um encontro de Santana Lopes com representantes da Associação de Comerciantes de Lisboa. Na cave do Nicola, entre velhos detentores de lojas bafientas, eternos conhecidos do regime salazarista, Santana mostrou o que se viria a concretizar na semana passada: total delírio semi-político, com manifesta ausência de visão de qualquer ordem: urbanística, cultural, social ou outra. De lá para cá, Santana chegou ao governo e transmitiu ao Estado esse profundo caos emocional. Lançou o guerreiro-menino de forma singela, e marcou decisivamente os primeiros aos políticos do séc. XXI português.
Estamos, quer-me parecer, no final de um ciclo político. Poderemos estar, parece, já livres da sobranceria mediático-filosófica de Carrilho, como da inaptidão operacional de João Soares ou da inabilidade global de Carmona. Poderemos estar, parece, num caminho de retorno à rectidão de Sampaio.
É mais do que óbvia a jogada fortíssima de Sócrates, ao avançar com um dos melhores ministros que tem. António Costa nunca escondeu a veia autárquica, revelada em Loures. Nos próximos anos nunca teria hipóteses governativas, e não se lhe conhecem competências técnicas específicas para um cargo internacional. É um político, puro e duro, com visão global, experiência operacional e disponibilidade para um dos lugares mais importantes no país. Rapidamente Sócrates conseguiu substituir um ministro popular e forte por um ministro mediaticamente desconhecido mas politicamente reconhecido, oriundo directo de um organismo acima de qualquer suspeita: o Tribunal Constitucional. A equipa de Secretários de Estado mantém-se, e tudo parece estar bem no reino da Dinamarca. Ao centro-direita o desespero manda Fernando Negrão para a fogueira, quando os pesos pesados do partido se escondem nas sombras, como se nada se passasse, e Marques Mendes não tenta sequer meter-se em bicos de pés. Portas fará o seu jogo para um pelouro e precioso tempo de antena. O PC mantém o homem de sempre e o Bloco pisca o olho à outsider, que, ainda que desencantada com o aparelho do partido de origem, não cai em facilitismos.
A campanha será rápida e simples. Os lugares estão traçados. Não há heranças, e ninguém assumirá que lá estava. Ninguém defenderá obra feita, porque não existe. Não há renovado Parque Mayer, o túnel do Marquês não está pronto, a reabilitação da Baixa-Chiado não existe, não há projectos, não há visão, há um gigantesco buraco financeiro. Não há máquinas de campanha oleadas, não há materiais, não há plano, não há programa. Vão surgir palavras, um ou outro debate, uma ou outra ideia nova para animar a malta, muita conversa sobre as contas. Alguns falarão em auditorias ou inquéritos, para depois dizerem que a situação é gravíssima. Já sabemos isto tudo. Ao trabalho, então.
PS: se não me engano, daqui por três ou quatro meses o Castelo de S. Jorge será aberto de novo a todos os visitantes, sem bilhetes de entrada ou demais brilhantismos. No dia em que isso acontecer, voltarei. E aqui será dada conta.
domingo, maio 06, 2007 at 19:30 Labels: { Política } {0 comments}
Por defeito de fabrico, sou muito mais anglófono que francófono. C'est dire que não segui a campanha francesa de perto, as reportagens de perfil dos candidatos passei à frente, as reacções à primeira volta ignorei conscientemente. A TV5Monde mostra neste momento o novo presidente francês: Nicholas Sarkozy. Numa votação histórica (fala-se em mais de 80 por cento de afluência às urnas), o líder de centro-direita bate a socialista Ségolène Royal por seis por cento. Acaba a era Chirac, e para um anglófono que visão traz este resultado da "velha França"? Parece claro que os franceses querem um presidente que lhes traga de novo o papel central na Europa que tiveram em décadas anteriores. Internamente, o discurso claramente securitário da direita parece ter penetrado no centro do espectro político, que premeia precisamente o homem no centro das decisões à volta dos tumultos de há dois anos. O PS de Royal falha uma vez mais o regresso e mergulha a esquerda francesa num deserto que parece não ter fim, mesmo quando liderado por uma mulher carismática e afável como parece ser Ségolène. O que quererá isto dizer para os franceses? Sinceramente não sei. Será de esperar uma nova política de imigração, que poderá trazer a comum falsa sensação de segurança. E ainda assim, ao que parece, existe a possibilidade de Sarkozy se ver rodeado de um governo de esquerda moderada, o que é uma surpresa. E depois há o historial de "nãos" do povo francês: não a Jospin, não a Le Pen depois, não ao tratado europeu, não, no fundo, aos responsáveis políticos que dominaram a última década e à sua forma de conduzir os projectos. E porém, o voto "sim" desta feita vai para um dos actores políticos que vem de trás, e não para sangue novo. Novamente, ao que parece, está a França na encruzilhada que nos assaltou nas últimas legislativas: é preciso reformar as instituições, recuperar o bom nome da política e reabilitar a França consigo mesma e com os franceses. Veremos, muito em breve, que direcção terá o governo que vai trabalhar com Sarkozy (as legislativas são já em Junho) e, em consequência, de que lado sopra a brisa em Paris.