
Esta da minha autoria...
quarta-feira, janeiro 04, 2006 at 18:56 Labels: { Imagens do demo } {0 comments}

Esta da minha autoria...
at 18:54 Labels: { Imagens do demo } {0 comments}

Não sei quem é, mas que tem um sorriso lindíssimo tem...
sábado, dezembro 31, 2005 at 20:25 Labels: { Ironias } {0 comments}
Há um ano escrevi eu, aqui mesmo
Em Beijing ainda é 2004. Os rituais que marcam a passagem do tempo são fenómenos culturais enraizados no mais íntimo pessoal das sociedades, antropologicamente e socialmente estudados, assumidos como manifestação necessária à organização mental, motivando a gestão de expectativas que conduz a conduta da maior parte dos seres humanos. Mais do que isso, a definição de períodos de tempo de natureza organizativa (semanas, meses, anos), ainda que baseados em noções científicas da interacção da Terra com o Sol, assumem contornos de necessidade em termos económicos, burocráticos e organizacionais para um funcionamento social mínimo com o própósito de evitar a violência (no sentido abstracto e lato do termo).
Um ano podia ter 364 ou 366 dias. Seria igual. Na China ainda é 2004. A morte não sabe contar.
A morte não aprende.
quinta-feira, dezembro 29, 2005 at 23:17 Labels: { Música } {0 comments}
O post anterior não era para ser nada daquilo, mas enfim. Voltando à vaca fria, ou seja, à história das listas, há anos em que se olha para uma lista de discos ou de filmes ou de livros, e tirando os primeiros dois ou três o resto é refugo. É o melhor porque não havia mais nada, ou porque o resto era tão mau que teve que se meter aquilo. São os "anos-zero" em que o que é que se passou de jeito na cultura? Zero. 2005, para o bem e para o mal, não vai entrar nas calendas (como se alguém se vá lembrar daqui por algum tempo disto) como um "ano-zero". Em termos de música, por exemplo, o padrão de qualidade das edições de 2005 é francamente bom, no panorama internacional pelo menos. Há Arcade Fire, debutantes. Há Animal Colective. Há Sufjan Stevens. Há Paul McCartney com o melhor album da carreira a solo. Há Rolling Stones com o melhor das últimas duas décadas. Há Depeche Mode com um dos melhores da carreira. Há Fiona Apple melhor que nunca. Há Kate Bush de regresso em grande. Há Kanye West a baralhar o mainstream. Há Nine Horses. Há Vetiver, Eels, Sofa Surfers. Há Bernardo Sassetti em várias frentes. Há Clã ao vivo. Há Antony. Há Rufus Wainwright. Há Efterklang, Gorillaz, Andrew Bird, White Stripes, Sigur Rós, Patrick Wolf, Brian Eno, LCD Soundsystem, Jamie Lidell, Khonnor. Caraças, há uma dificuldade em fazer uma lista de primeiro para último. Deixem lá as listas.
at 23:03 Labels: { Ironias } {0 comments}
Pelo post do Natal se percebeu que esta ideia de Fim-de-Ano também não é bem a minha noção de "divertimento-equiparado-a-sexo". Não, não é. Uma das coisas que ajuda é a mania das listas. Os melhores, os piores, os mais isto, os mais aquilo, os mais cócó, os mais titi, os menos pupu. Estas coisas dão azo, aliás, a enormes equívocos, como um livro qualquer do Salman Rushdie, imaginemos, ser editado na versão original no Reino Unido em finais de Novembro de um ano e em português em Fevereiro seguinte. Se chegar a qualquer lista, cai em listas de anos diferentes, quando, de facto, deve ser analisado à data da sua publicitação primeira. Mas ninguém pensa nisto. Toda a gente gosta dos mais de, dos menos de. É uma espécie de ajuste de contas. Antigamente (agora não sei) havia a mania de publicar "O livro do ano x", todos os anos. Por oferta de um falecido, tenho o de 1975. É aquela noção de história vertical, com o tempo cortado aos bocadinhos, em fatias de 365 dias. E vai-se ver quantas nozes, passas e cabelos tem cada fatia, para ver se a outra ao lado foi melhor. Curiosamente, a ideia de História (enquanto ciência) que me foi passada no ensino secundário preferia a noção de época e, depois mais específicamente nalguns casos, de século. Pode argumentar-se que o tipo de organização é similar e é tudo uma questão de escala. Mas não me parece. A mim interessa-me pouco o livro de 1984 ou o de 2014, mas é muito mais interessante o século XX ou XXI, ou metades destes. É a diferença entre cortar fatias do bolo e analisar uma a uma sem ver as outras ou cortar o bolo ao meio, na horizontal, e ver como as nozes, passas e cabelos se distribuem ao longo da massa. É a tal coisa, o segredo tá na massa.
terça-feira, dezembro 27, 2005 at 23:57 Labels: { Notícias da barra } {0 comments}
Para os que não sabem, eu confesso: tenho um problema de sensibilidade cromática. Ou seja, não sou completamente daltónico mas tenho umas arrelias com cores, nomeadamente com meios tons, cores cruzadas, e aquelas que não existem a não ser na cabeça das mulheres (mas com estas qualquer homem tem problemas). Descobri isto, imagine-se, na inspecção para o serviço militar. Nuns cartões redondos onde supostamente estavam uns números numa cor em fundo (o cartão é dominado por uma em primeiro plano), eu não vi números nenhuns. Nada. Apenas uma mancha verde e a cara do tipo que já ia a escrever "apto", também ela verde a pensar que eu tava armado em parvo. Como a minha cara de parvo a dizer "quais números???" era verdadeira, o homem lá rabiscou "problema de sensibilidade cromática". E pronto, foi o que se aproveitou do dia. Desde então que tenho tentado aprender a lidar com isto. Não é fácil. Ter dúvidas se uma camisola é preta ou castanha, e não querer fazer a figura "ó menina, esta camisola é de que cor?", não é pera doce. Bem como perguntar a duas mulheres diferentes qual a cor da p... da camisola e obter respostas diferentes também não ajuda. Ainda assim, isto tudo para dar conta de mais um blog que merece atenção: o dos Daltonic Brothers. Assumidamente daltónicos, os Brothers são tipos que trabalham na área de imagem e criaram um conjunto de personagens de BD que estão presentes no blog. O resultado é um humor inteligente e muito material multimédia de quem, num futuro próximo, pode vir a atingir o estrelato. Veja-se o exemplo de "Cacto", o primeiro vídeo-clip dos Dead Combo. Foi realizado pelos Daltonic Brothers (e está disponível no blog para quem quiser ver, nos arquivos de Novembro). Aproveitando a deixa, fica também o blog dos Dead Combo. Para quem não conhece, estamos a falar de Tó Trips e Pedro Gonçalves, o duo maravilha que apareceu de forma espontânea em 2003 num álbum de homenagem a Carlos Paredes. Seguiu-se Vol. 1, o primeiro trabalho a sério, e deve seguir-se já o segundo em Fevereiro de 2006. A dupla é quase banda desenhada em forma humana (o chapéu do Trips é impagável) e a música, como eles a definem, é uma fusão entre "o fado e o western" (o que é uma boa definição, de facto, oiçam). Neste caso, o blog foi criado porque os tipos tinham o site oficial desactualizado e aquilo devia dar muito trabalho, pelo que vai de criar um blog, que a malta nao tem pachorra para coisas muito complicadas. Sendo um dos projectos mais originais e interessantes dos últimos anos no panorama musical português (já aplaudido na BBC One, por exemplo), é de seguir as peripécias dos senhores, que até têm dois dedos de testa. E como isto de blogs é como as cerejas (ou seja, come-se cinco quilos e fica-se perto de uma casa de banho, não vá o diabo tecê-las), fica um terceiro que, tal como os outros dois, vai passar a figurar aqui na barra da direita: o de Edgar Pêra. Isto porque os Dead Combo, em posta de ontem, avisam que participaram no novo projecto do Pêra, Rio Turvo. O que põe a salivar um adepto confesso da religião pêriana (que, como toda a gente sabe, promove filmes malucos com inteligência superior e forma muito à frente). O senhor Pêra já rodou Rio Turvo por completo no Verão passado e, pelo blog, dá para perceber que tem Teresa Salgueiro e Nuno Melo nas imagens. O resto é praticamente uma incógnita, porque o blog é como a cabeça do senhor Pêra: fragmentário, assombrado, queimadinho. Li num site estrangeiro (e não consegui confirmar por cá) que o Pêra é o mentor dos Dead Combo. O que explica muita coisa. Ficam os sites:
Daltonic Brothers: http://daltonicbrothers.blogspot.com/
Dead Combo: http://deadcombo.blogspot.com/
Edgar Pêra: http://elementarista.blogs.sapo.pt/
at 23:20 Labels: { Política } {0 comments}
Tem sido curiosa nesta pré-campanha, entre outras questões, a ausência de folclore em redor das candidaturas "caricatura". Normalmente é matéria por demais apetecível para os media, nomeadamente a televisão (se calhar estão-se a guardar para a campanha oficial, para ver quem aparece mesmo). Dentro deste saco aparecem os tradicionais Garcia Pereira e Manuel João, mas o novato José Maria Martins. Caramba, escapou-me ou não houve mesmo nenhuma reportagem-choque da TVI sobre o advogado de Bibi? Andam a dormir? Então, só interessam o Soares, Cavaco, Alegre, Louçã e Jerónimo? Os portugueses não querem ouvir as propostas de José Maria Martins? No entretanto, parece que o senhor não entregou as 7500 assinaturas até dia 23 e não vai ter a fronha nos boletins. Se calhar por isso é que o blog oficial do candidato morreu a 22 de Novembro e o site da candidatura exibe "brevemente em linha" em quase todas as páginas. Mas ainda assim, é natural. Repare-se: na página de links, dois são para outras candidaturas, nomeadamente de Manuela Magno e Luís Botelho Ribeiro. A primeira já viu o Tribunal Constitucional dizer que os documentos não estavam conforme a lei, o segundo fez greve de fome até dia 20 de Dezembro (que não dava para resistir às rabanadas). E quem não resiste a rabanadas não dá um bom Presidente da República. Mais vale, pelos vistos, comer bolo-rei de boca aberta. Sim, porque de resto moita-carrasco. Mas voltando aos candidatos-caricatura, eu dava o meu voto, se a eleição fosse só entre eles, ao Garcia Pereira. Num dos debates na RTP, vários dos seus apoiantes foram para a porta do estúdio do Lumiar protestar pela falta de "democraticidade", "contra a censura". Diziam eles, se bem me lembro, que a RTP tinha medo de integrar Garcia Pereira nos frente-a-frente porque ele é "o único que pode fazer frente a Cavaco Silva". E aqui, vamos ver se nos entendemos, a RTP (e os outros canais) deu um enorme tiro no pé, do ponto de vista de audiências. Haveria debate mais apetecido do que entre Cavaco e Pereira? Alguém conseguia desgrudar do ecrã? Não seria bem melhor que uma temporada inteira dos Malucos do Riso? E mesmo entre Louçã e Pereira, ou entre Pereira e Jerónimo, não era impagável? É sempre a mesma coisa: os canais de televisão portugueses têm sempre imensos problemas de consciência em promover o humor de qualidade. Eu suspeito que a SIC Comédia não foi tida nem achada no processo, senão teríamos teasers com a voz do Markl a promover "o choque de titãs entre Garcia Pereira e Cavaco Silva". Dorme descansado, Jerry Seinfeld, it's not going to happen.
segunda-feira, dezembro 26, 2005 at 15:17 Labels: { Vidas difíceis } {0 comments}
"Dois reclusos fugiram esta noite do Estabelecimento Prisional de Alcoentre, depois de terem serrado as grades da cela em que estavam detidos.
De acordo com uma fonte da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, os reclusos serraram as grades da cela com uma lima. A fuga foi detectada pelos guardas prisionais por volta das 06h00 de hoje.
Os dois fugitivos, de 24 e 34 anos de idade, eram reclusos primários (primeira pena de prisão que cumpriam), acrescentou a mesma fonte, escusando-se a especificar quais os crimes e as penas que estavam a cumprir.
As autoridades foram avisadas e está a ser elaborado um inquérito dentro da prisão de Alcoentre para apurar responsabilidades.
O Estabelecimento Prisional de Alcoentre tem uma lotação de 663 reclusos, na sua maioria condenados a penas de prisão superiores a três anos."
Público, 26/12/2005
sexta-feira, dezembro 23, 2005 at 19:15 Labels: { Natal } {0 comments}
Ora vamos lá a isto: se há época do ano que abomino (do verbo abominar) é o Natal. Vêm-me à cabeça os adjectivos "execrável", "ímpio", "sacrílego" e outros de igual calibre linguístico. A única outra época, se podemos apelidar assim, de calibre aproximado na minha escala de ódio, é a passagem de ano. Porque vejamos: o Carnaval é completamente idiota mas é a única festa de origem pagã que resta. A Páscoa resume-se a um domingo em que a RTP e a TVI se lembram de passar uma missa e umas centenas de portugueses vão almoçar à Ericeira. As férias de Verão são o apelo nacional à histeria da bejeca com caracóis, em que cada um acha que a vida é linda, e a praia é do camano, e os amigos são do caraças, e vai disto! Agora Natal, caramba, Natal bate tudo. Tem a idiotice do Carnaval, acrescida pelo facto de ser de natureza familiar, tem a missa da Páscoa acrescida de quem não mete lá o cu o resto do ano, tem a histeria das férias de Verão mas sem bikinis ou caracóis, e muito mais, tem o trânsito num pandemónio, tem um país parado porque decisões "só depois das festas", tem hipocrisia às compras nas lojas dos chineses, tem jantares de grupo onde se apanha a bebedeira da época de Inverno, tem piadas sobre a vida sexual das renas, tem jantares de gente intimamente odiada ou desencontros de gente desencontrada, tem menos gatos nos beirais. Não tem nada para mim.
quinta-feira, dezembro 22, 2005 at 14:23 Labels: { Cinema } {0 comments}
Jim Jarmush não é um desconhecido, mas ainda assim o nome não diz nada a muito boa gente. Nascido em 1953 em Akron, Ohio, tem em Dead Man, de 1995, o filme mais emblemático. Depois disso fez Coffee and Cigarettes (aliás, já tinha feito antes muita coisa com este título), que praticamente não conta por se ficar pelo exercício de estilo e ensaio à volta de um tema. E agora, Broken Flowers. Caraças, Broken Flowers! É verdade que aquela onda do "filme norte-americano independente que versa sobre as relações e afectos de forma desconcertante estilo Magnolia" já não é propriamente algo inovador. Há vários e bons exemplos. E também é preciso compreender que, nos dias que correm (expressão que faz pouco sentido para mim nesta data, os dias custam tanto a passar), Bill Murray também já não precisa de provar que é um dos grandes actores que Hollywood desprezou durante anos e que realizadores com dois dedos de testa reabilitaram. Ora, tudo isto faz de Broken Flowers um filme supérfluo? Não. Caramba, não! Jarmush encena a viagem de Don Johnston (Murray), um bem sucedido ex-Don Juan que não precisa de trabalhar e vê a sua vida invadida pela hipótese de ter um filho, desconhecido até então. Em época sabática, Don é quase obrigado pelo vizinho Winston a listar as mulheres que podem ter sido a mãe e ir atrás das suas vidas. Em regime muito literário, Jarmush escreveu Broken Flowers com objectivos muitos precisos. Primeiro, a personagem de Don foi assumidamente escrita para Murray, e isso transparece em todas as imagens, retirando a Murray todo o seu potencial de actor dramático, dir-se-ia, não reagente. Segundo, Jarmush sabe o que quer expor, até onde quer expor, e os meios para que a exposição resulte. Não é por acaso que Don tem Johnston por apelido, o que motiva a confusão fonética idiota por parte de todas as personagens (Don Johnson era o protagonista de Miami Vice, lembram-se?) e, assim, mais uma acha para a fogueira de absurdos. Não é por acaso que cada mulher assenta num estilo definido e perfeitamente enquadrado na realidade social norte-americana, desde a Laura (Sharon Stone) sexualmente pronunciada e ex-mulher de um piloto de Nascar, a Dora (Frances Conroy) agente imobiliária em cuja casa nada está fora do sítio, passando por Penny (Tilda Swinton) símbolo de "white trash" versão metaleira. Jarmush encena a viagem de Don a um passado que não foi o dele para além de uma de muitas relações enquanto jovem. Mais do que revisitar o seu passado, Don precorre o presente das mulheres que fizeram parte fugaz da sua juventude, criando o confronto original base de todo o filme: o presente alheio de quem passou pelo nosso passado. Nada liga Don aquelas mulheres hoje, a não ser a possibilidade imensamente remota de uma delas ter sido mãe e só agora lhe ter revelado, anonimamente. Na cabeça de Don gera-se o absurdo para além do absurdo, porque não sabe se há filho sequer. Tudo é uma hipótese. E tudo atravessado por um tom desencantado com a vida, refém de nada, com um presente oco que se permite em perseguir um fantasma. Claramente, um filme de Natal.
at 13:55 Labels: { Música } {0 comments}
Ora, a pedido de 348 famílias do leste do Burundi, o Animatógrafo arranjou forma de disponibilizar pequenos samples das sugestões musicais que têm passado por aqui em forma de capa de CD. Como ainda não ganhei coragem para escrever sobre essas mesmas sugestões, cada capa poderá ser acompanhada, a partir de agora, com uma das músicas que compõem o trabalho do/da artista. Como a última foi Stina Nordenstam, essa paladina sueca, aqui fica The Morning belongs to the Night, sétima faixa do The World is Saved cuja capa está ali mais abaixo. Portanto, vai de carregar aqui!
segunda-feira, dezembro 19, 2005 at 00:53 Labels: { Imagens do demo } {0 comments}

domingo, dezembro 18, 2005 at 23:21 Labels: { Literatura } {0 comments}
Há textos assim. São raros. Aparecem em dias estranhos, sem aviso, como se dispostos a acordar mentes dispostas a acordar. O Mil Folhas, suplemento literário e não só do Público, publicou ontem uma reportagem/entrevista de António Muñoz Molina a Philip Roth. Molina é espanhol e escreveu "O Inverno em Lisboa", livro praticamente ignorado deste lado da fronteira e que lança uma visão original sobre a cidade e os seus personagens. Roth é norte-americano e uma das vozes mais originais da literatura "across the ocean". O que o Mil Folhas ontem publicou, cortesia do El País, é um documento extraordinário entre dois escritores que se conhecem e aceitaram os papéis de entrevistador e entrevistado. Longe da "pergunta/resposta" comum, o resultado é um misto de reportagem e entrevista, com os pormenores e o olhar que assistem à primeira e a voz que assiste à segunda. Para ler, reler e guardar.
quinta-feira, dezembro 15, 2005 at 17:37 Labels: { Música } {0 comments}

Stina Nordenstam, The World is Saved
at 00:14 Labels: { Literatura } {0 comments}
O espírito do post anterior se aplica a isto (<- clickar aqui).
"In the spring of 1998, Bluma Lennon, a Cambridge academic who has just acquired a copy of Emily Dickinson's "Poems" from a second-hand bookshop in Soho, is knocked down and killed at a crossroad. Following Bluma's death, a colleague finds in her house a copy of Conrad's "The Shadow Line" inscribed with a mysterious dedication and crusted around the edges with what appears to be cement. Intrigued, the colleague begins an investigation which will take him on a journey from Cambridge to Buenos Aires and across the River Plate to Montevideo as he hunts for clues to the identity and fate of an obscure and dedicated bibliophile. He learns the story of Carlos Brauer, a man whose obsession for books is all consuming. Vast bookcases fill his rooms from end to end, floor to ceiling, forcing his car out of the garage and even himself out of his bedroom and in to the attic. Books are arranged according to a strict system: Shakespeare cannot be placed next to Marlowe, because of accusations of plagiarism between the two, and Martin Amis cannot sit alongside Julian Barnes. All becomes dependent upon a complex indexing system, which will ultimately prove to be the undoing of this man of books."
Porque há obsessões que são como as opiniões (e outras coisas). Cada um tem a sua.