domingo, março 11, 2007 at 17:42 Labels: { Cinema } {0 comments}
at 17:20 Labels: { Literatura } {0 comments}
Por intermédio do Casa de Osso (ver link aqui ao lado), do valter hugo mae, dei com o Livros de Areia (em breve aqui ao lado), blog de um recente projecto de edição nacional. No qual os seus autores relevam, e bem, isto: uma tipofonia, ou como a escrita, palavra ou letra se transfere de forma sinuosa para o campo do espectáculo visual. Exemplo brilhante este: diálogo de Tarantino vertido em typos, com tudo o que isso tem de substantivo nas formas, dimensões e forças do grafismo, a partir de um som. Tipofonia, dizem eles.
at 16:48 Labels: { Ironias } {0 comments}
Este blog anda um bocado por baixo. É uma realidade inegável, que deriva directamente de dois factores: a falta de ligação à rede e um excesso de necessidade de sofá, à noite. Em breve, muito em breve, tudo será diferente. Em breve deixar-me-ei de promessas. That's news.
quarta-feira, março 07, 2007 at 09:43 Labels: { Ironias } {0 comments}
Há manhãs que deviam ser tardes e tardes que deviam ser noites. E noites que deviam permanecer.
terça-feira, fevereiro 20, 2007 at 21:03 Labels: { Cinema } {0 comments}
at 20:38 Labels: { Televisão } {0 comments}
Eu sou devoto da religião Markliana há muito. A sério, considero que o tipo é genial em muito do que faz, e que nos fazem falta tipos geniais assim. Esta peça só vem provar isto: um telecartoon sobre o pior de ser português, emitido pela SicNotícias. Os temas podiam ser estes como outros, a questão é a forma. E a forma é, objectivamente, boa. Mai nada.
at 20:10 Labels: { Fantasias } {0 comments}
Enquanto adolescente, sempre quis amar uma mulher violoncelista. Sonhei largamente em ir esperá-la ao conservatório, em dias de frio, e ela sairia de camisola de gola alta, branca, com um sorriso aberto, os dedos macerados. No palco, o acto sexual do violoncelo era cortado, como um limão, pela justeza do gesto, enquanto a suite n.º 7 de Bach evoluia sem retorno. Aos domingos de Março, acordaria às primeiras afinações, e deixava-me ficar na cama, olhando o tecto, enquanto ela fazia amor com as cordas ao canto da sala, profissionalmente. O som do violoncelo ecoava então nos livros, meses a fio, e acabávamos por definhar perante a música. Como se não houvesse escolha.
at 20:09 Labels: { Viagem } {0 comments}
Os velhos abandonam-se nos cafés. É de manhã, e nada impede que recordem, dolorosamente, as vidas que não tiveram. Passo, e acorre-me a tua ausência. Imagino a tua morte, sem dor excessiva, e conforto-me com a distância. A vida é uma relação relativa. A casa respira pelo esquadro de céu que se vê do sofá. Margaridas envelhecem sem culpa. Ao fundo, dois candelabros sem identidade regeneram-se mutuamente. Mais tarde serão apresentados, e quase tudo fará mais sentido para a vizinha que acorre à janela, dois andares acima, diligentemente à procura de conforto visual. Suponho que acordo frequentemente com o sino, e em nada me sinto prejudicado face à outra margem. Imagino-te em dor, e sei, talvez, que os demónios que alimentam a carvoaria nos aproximam, mais até do que outras formas de transporte. Estico as imagens, sonâmbulo proactivo, e abandono-me, de manhã, à recordação de Cracóvia.
domingo, fevereiro 11, 2007 at 13:20 Labels: { Cinema } {0 comments}
Os net-filmes de Edgar Pêra no 5dias: http://5dias.net/?cat=8
at 12:39 Labels: { Ironias } {0 comments}
Mudar de casa implica mudar um conjunto de fornecedores. Água, luz, gás, televisão. Internet. E é espantoso como em Portugal esta última custa. Água, luz, gás, televisão, na primeira semana. Internet, com sorte, ao fim de uns bons dois meses. Contratos perdidos, desconhecimento, estafetas que não aparecem, PT que demora tudo o que puder a instalar linha, etc, etc, etc. E vai uma viagem até casa da mãezinha para actualizar a chafarica. Mais do que tudo, irrita-me a impossibilidade de interacção desfasada. A mobília está lá toda, mas faltam os sinais no ar a provocar leucemia. Ainda não há conforto. A mensagem de "offline" é uma depressão crescente. Eu queria mudar de vida, mas não assim. Por este andar, qualquer dia passo o tempo apenas e só a estender roupa, engomar, ver televisão, ler um livro. E isso não é vida para ninguém.