... reage pelo eleito Sá Fernandes como o PCP em eleições nacionais: sempre ganhando, contra a direita. Nem uma palavra sobre uma new-comer como Roseta. A existir coligação PS-PCP, Sá Fernandes vai ficar a falar sozinho. Como agora.
domingo, julho 15, 2007 at 19:30 Labels: { Política } {0 comments}
... reage pelo eleito Sá Fernandes como o PCP em eleições nacionais: sempre ganhando, contra a direita. Nem uma palavra sobre uma new-comer como Roseta. A existir coligação PS-PCP, Sá Fernandes vai ficar a falar sozinho. Como agora.
at 19:26 Labels: { Política } {0 comments}
... conseguiu ter no estúdio Miguel Relvas e Manuel Maria Carrilho. Relvas ataca agora a campanha de Negrão e diz bem de Roseta. Começa o sangue.
at 19:18 Labels: { Política } {0 comments}
...começa com as desculpas da praxe, o número de candidatos, a data, o facto de serem apenas projecções. No fim da noite Portas manter-se-á na mesma, mas a sombra de Ribeiro e Castro, como diz Pacheco Pereira, fez mossa.
at 19:11 Labels: { Política } {0 comments}
... bate o Bloco e Sá Fernandes. O que é sintomático: já não há pachorra para o Zé.
at 19:10 Labels: { Política } {0 comments}
... reserva o desastre para mais tarde. No final da noite haverá congresso e directas, e tubarões à espera.
at 19:04 Labels: { Política } {0 comments}
A vergonha: abstenção aprox. 62%.
at 19:02 Labels: { Política } {0 comments}
Carmona em segundo e Negrão em terceiro = Marques Mendes de saída?
Telmo Correia não eleito.
at 18:58 Labels: { Política } {0 comments}
SIC: António Costa 33,9% (max)
RTP: António Costa 35,2% (max)
TVI: António Costa 34% (max)
at 17:46 Labels: { Política } {0 comments}
O desastre: taxa de afluência às urnas de 15,51 por cento até às 12h00, 27,86 até às 16h00.
at 17:38 Labels: { Provérbios bizarros } {0 comments}
Homem pequenino, ou velhaco ou dançarino.
at 16:13 Labels: { Viagem ao passado recente } {0 comments}
Iniciamos hoje mais uma série, desta feita de Viagem ao Passado Recente. Se há álbum inúmeras vezes escolhido como melhor da década de 90, foi OK Computer, dos Radiohead. E se há faixa que marcou boa parte de uma geração, que saía da depressão de uns Nirvana e ainda não se tinha rendido à música electrónica, foi Paranoid Android, que catapultava a banda para uma sonoridade rara à data (bem longe de Creep, por exemplo). Paranoid Android tem mais de seis minutos de duração, o que a torna a maior música lançada pelos Radiohead até hoje e um fiasco nas rádios, que não lhe concedem o tempo. O vídeo é um projecto assinado pelo sueco Magnus Carlsson, criador de Robin, uma série de animação para TV. O vídeo tem, assim, Robin como personagem principal e é uma delícia visual, completamente abstraído de realidade ainda que mergulhado na mesma. A versão que aqui fica, ao contrário da que ainda hoje passa na MTV, é a original, sem censura ou edição posterior. Há bares com putas ao balcão, há funcionários da ONU miseráveis, há auto-amputados, há anjos que jogam ping-pong, há sereias. Tudo isto há, precisamente, 10 anos.
at 15:36 Labels: { Ironias } {0 comments}
Preâmbulo: todos os factos que se seguem foram observados por imperativo profissional, e não por opção própria.
O Animatógrafo (o autor) do Animatógrafo (o blog) teve a felicidade imensa e inolvidável de estar no espectáculo dos Bootleg Beatles, no Porto, na passada quinta-feira. Antes de mais, uma declaração de interesses: existe em mim um profundo nojo por bandas de tributo. Sobretudo porque acredito na força da criação como motor do desenvolvimento cultural e social. E qualquer banda de tributo, nesse e apenas esse sentido da palavra, mimetiza uma qualquer banda com lugar na história. As bandas de tributo, que agora saem debaixo de qualquer rocha, são sobretudo projectos de venda de bilhetes e manutenção de musiquinhas mortas junto de quarentonas algo frustradas e executivos nostálgicos à sexta à noite. Ou à quinta. Dito isto, impõe-se o relato do divertimento total. À entrada, a ideia, do alto dos meus mui recentes 28 anos, de ser possivelmente a criatura mais jovem num Pavilhão Rosa Mota profundamente despido de pessoas. Mentira, não era, mas já lá vamos. Na plateia, da esquerda para a direita: cinquentona de blusa curta a deixar entrever umbigo sobre-estimado e mochila xadrês às costas, para libertar os braços; gajo de cabelinho puxado para trás à custa de gel matinal, camisa aberta e sapatos de vela, para quem a expressão "sacar gajas" não se aplica numa noite ao lado da cinquentona de mochila que atura há cerca de 23 anos. Sublinha-se a pulseira de ouro e os caracois subtis no fim da farta cabeleira, que prometem uma eventual carreira como taxista ou agente de futebolistas, se a empresa der o berro de repente; ao lado, um casal de rapazes ainda atrás da vintena de anos, com profundidade de ritmo e tiques estabelecidos longamente, como pentear a crista dificilmente conseguida, ou dar à anca para o lado direito como se não houvesse amanhã. Nota-se o conhecimento extenso das letras, cuja sílaba não falha o lugar, incluíndo quaisquer la-la-la ou fiu-fiu-fiu mais manhosos; ao lado, família da Foz com menor incluída, de sorriso fora de prazo ao lado da mãe franjada que balbuceia o refrão, lembrando-se do namorado daquele Verão em Espinho (que será feito dele?), pai faz de corpo presente, ligeiramente ondulante apenas para manter coerência visual; na bancada, barrigudo com pouco mais de quarenta, de braços ainda a fugir à artrose, levanta uma perna de cada vez simulando a dança da fertilidade da segunda maior tribo da Gâmbia, assim furtando-se ao ritmo britânico debitado pelas colunas ao fundo; ao lado, casal perto dos 60 bate o dedo no joelho, segurando na outra mão o convite oferecido pela sobrinha da vizinha no condomínio de Gaia, que por sua vez se agita frente à plateia recordando os bons anos 70 ao som de canções de finais de 40. No palco, quatro papuços imitam bem outros quatro de Liverpool, apoiados em plásticas recorrentes, vozes afinadinhas e banda prioritariamente de cordas que esconde o enfado com cara de concentração absoluta e sorriso em defesa da história. It's been a hard day's night.
domingo, julho 08, 2007 at 22:14 {0 comments}
Ora, antes de mais:
"Blackle saves energy because the screen is predominantly black. "Image displayed is primarily a function of the user's color settings and desktop graphics, as well as the color and size of open application windows; a given monitor requires more power to display a white (or light) screen than a black (or dark) screen." Roberson et al, 2002
In January 2007 a blog post titled Black Google Would Save 750 Megawatt-hours a Year proposed the theory that a black version of the Google search engine would save a fair bit of energy due to the popularity of the search engine. Since then there has been skepticism about the significance of the energy savings that can be achieved and the cost in terms of readability of black web pages."
E portanto, o Animatógrafo não virou preto por qualquer depressão pós-parto, mas antes por responsabilidade. Adicionalmente, adoptámos o Blackle como a nossa home page. Vejam mais aqui.
at 22:06 Labels: { Política } {0 comments}
"As eleições autárquicas de 2001 representaram o fim de um ciclo político. Por uma vantagem de 856 votos na noite eleitoral, o PSD foi a principal força política na capital e Pedro Santana Lopes tornou-se presidente da Câmara Municipal, no lugar do socialista João Soares, contribuindo para a demissão do primeiro-ministro António Guterres. As suspeitas de fraude eleitoral levaram o Ministério Público a investigar e, por fim, a encontrar indícios, «se não de uma conduta intencionalmente falseadora da verdade eleitoral, pelo menos grosseiramente negligente do desempenho das funções de membro da assembleia de apuramento geral». Este livro é o resultado de uma análise exaustiva dos documentos eleitorais dessa votação e da recolha de depoimentos de autarcas e pessoas ligadas à campanha de Lisboa. Da sua leitura, sobressairão numerosas discrepâncias reveladoras de um processo de escrutínio eleitoral – desde o recenseamento até à publicação dos resultados em Diário da República – significativamente permeável a erros, à adulteração, intrusão ou intenção dolosa de alterar o sentido de voto dos eleitores, eventuais actos que tornam impossível afirmar com segurança quem, efectivamente, ganhou as eleições de 2001 em Lisboa."
Dá para acreditar?
[Eleições Viciadas?, João Ramos de Almeida, D. Quixote, 2007]
at 21:22 Labels: { Cinema } {0 comments}
Antes de Zodiac, David Fincher realizou cinco filmes: Alien3, Se7en, The Game, Fight Club e Panic Room. Colocando Alien3 de fora, por ser um formato já pré-definido e onde a margem de manobra é reduzida, temos três grandes filmes da década de 90, e uma tentativa menos conseguida em 2002. Enquanto Se7en, The Game e Fight Club trouxeram Fincher para uma galeria emergente de realizadores que arriscam na forma e concretização, Panic Room deixou-o num limbo. O novoZodiac mantém precisamente a rota. Fincher assinou de início na linha que afirmava "contínua referência circular de argumento". Veja-se como Se7en partia de uma estrutura relativamente estável para baralhar tudo no fim, metendo moral à mistura e provocando a redundância entre as acções de cada personagem (dentro de aquilo que pensas provoco-te e obrigo-te a mudar dentro daquilo que penso). Em The Game a circularidade é premente desde o primeiro minuto, e a aposta na sombra entre real e ficcional é levada ao último segundo, fazendo de cada lugar de segurança uma plataforma de ilusão prestes a ser destruída. Em Fight Club a circularidade é negativa na relação corpo agredido versus espiritualidade, num loop anti-realista que retira o espaço de crítica ao espectador pela afirmação frontal. Disto já pouco sobrevivia em Panic Room, mais preocupado em definir-se como exercício de estilo em ambiente claustrofóbico do que em definir linhas de argumento fora do comum. E chegados a Zodiac a força inicial parece adormecida. Partindo de um romance de Robert Graysmith, Fincher segue o assassino auto-intitulado Zodiac por mais de 20 anos, e o seu relacionamento com uma força policial com défice de coordenação numa Califórnia já fortemente mediatizada. Graysmith, ele mesmo personagem, surge no filme como cartoonista do San Francisco Chronicle onde ganha uma simpática obsessão pelos crimes e pelo pressuposto autor. Assumem-se, desde já, as forças de Fincher: a capacidade de criação de ambiente, quer por uma banda sonora cuidada, quer por planos a pontuar o filme fora dos diálogos, aéreos, urbanos, pensados num imagem global; a solidez de um argumento encharcado de factos, dados, personagens e cruzamentos de tempos; a direcção de uma matilha de actores que não se sobrepõem. Mas Zodiac falha na organização, sendo completamente partido ao meio, tendo o realizador dado espaço à polícia primeiro e a Graysmith depois. Falha na extensão e na profusão de dados, que tornam um filme de duas horas e meia numa abstracção mental que sabe a quatro. Falha na falta de risco, escolhendo uma história ancorada num dimensão real e com diminuto espaço para a suplantar de alguma forma. Ou seja, Zodiac é um filme sólido, interessante, bem construído, mas falhado, sendo de Fincher. Entretanto, o realizador está já em pós-produção de The Curious Case of Benjamin Button , a partir do livro de F. Scott Fitzgerald. Diz o IMDB que o filme "tells the story of Benjamin Button, a man who starts ageing backwards with bizarre consequences". Seja bem-vindo, senhor Fincher, ao seu mundo.