segunda-feira, setembro 24, 2007 at 21:10 Labels: { Fotografia } {0 comments}
sexta-feira, setembro 21, 2007 at 19:09 Labels: { Música } {0 comments}
PJ Harvey, The Mountain, no novo White Chalk
at 12:06 Labels: { Ironias } {0 comments}
Assim, prostrado à insignificância de uma rinite, gozado de dentro para fora sem uma mulher, apetece-me escrever sobre o Mourinho, sobre o docLisboa, sobre o Mendes e o Menezes, sobre o cadáver rarefeito da Maddie (prós amigos), sobre o novo dos Coldfinger e dos Blonde Redhead, sobre flores artificiais e sobre velhas ricas, e gajas inglesas. E só me vêm palavrões à cabeça.
at 06:55 Labels: { Ironias } {0 comments}
e este blog afoga-se em seco. É nestas alturas que eu gostava de ser garoupa.
quarta-feira, setembro 05, 2007 at 00:18 Labels: { Viagem } {0 comments}
A partir de amanhã, uma imagem cosmopolita com pouco sol.
terça-feira, setembro 04, 2007 at 15:10 Labels: { Viagem } {0 comments}
"Caraças!", que estou mesmo de férias!
at 15:24 Labels: { Cinema } {0 comments}
Lars Von Trier surgiu aos olhos do mundo com Europa, em 1991. Em 1994 surgia o perturbador The Kingdom, mini série de televisão que continha já os elementos que viriam a constituir a base do movimento Dogma95. Breaking the Waves, em 1996, revelou não só uma até então desconhecida Emily Watson, mas também a tendência de Von Trier para rupturas, experimentações e demais atitudes semi-vanguardistas. Em 2003, já depois do aclamado Dancer in the Dark com Bjork, o dinamarquês teve a coragem de mostrar Dogville, epifania com Nicole Kidman a dar o corpo ao manifesto. O filme, completamente alicerçado no texto, som e cenografia, abdicava da imagem enquanto ponto base da sua estrutura e propunha uma cenário seco e frio, semi-teatral, no qual as personagens se moviam quase no vazio. Recolheu aplausos da crítica e incompreensão do público, e continuou a mostrar Von Trier como realizador com gosto pelo risco. Com data de 2005, e estreia directa em DVD (não passou sequer pelas salas de cinema), Manderlay mantém o modelo formal do seu antecessor, mas aplica-o num argumento mais acessível e, ao mesmo tempo, mais ambicioso. Parte de uma triologia que será encerrada com o anunciado Wasington (2009), Manderlay segue Grace, depois da fuga de Dogville, mas numa posição de poder que não se lhe reconhecia. Se em Dogville, a personagem de Kidman era vítima de todas as opressões e sucumbia à cidade, já agora assume as rédeas de uma velha quinta de algodão que sobrevive na base da escravidão, ainda que 70 anos tenham passado desde a abolição da escravatura. Afastando-se da vida mafiosa do pai, Grace surge como pólo aglutinador de utopias e transformações de uma comunidade supostamente fraca e subordinada. Porém, Von Trier tem a mestria de conduzir um filme sublinhando a amoralidade de uma América à procura de si mesma, para por fim inverter utopias e subordinar Grace, agora vivida por uma competente Bryce Dallas Howard, à exigência de um sistema fixo de vivências contidas e violentas. Desta feita, o modelo está aperfeiçoado e nada mais parece forçado, ou o olho estará educado. Os vazios parecem cheios, e o som e cenografia abstractos parecem no local certo. A manipulação do dispositivo surge como perfeita, e Von Trier parece cumprir o objectivo de uma triologia sobre a América. Em Manderlay, agora sim, parece sentir-se o pulso, tanto passado como presente, de tensões nunca resolvidas. Agora sim, estabilizado um modelo pouco comum, Von Trier parece conseguir escrever precisamente aquilo que quer, para uma aplicação que flui, mercê da sua não novidade. O trabalho de argumento é brilhante por parte do dinamarquês, ainda que, communmente, maior acessibilidade não corresponda a maior qualidade. E não, não se poderá dizer que Manderlay é melhor que Dogville. É, quanto muito, diferente. Porque Kidman é bem diferente de Bryce Dallas, porque o equilíbrio dramático se sente como pensado, porque a temática é completamente diferente. Diferentes entre iguais. Para mais, Manderlay merecia descaradamente ter passado pelas salas, em vez de ser remetido subtilmente para DVD. Espere-se pela conclusão, e teremos uma triologia que acrescenta todo um novo capítulo à carreira de Von Trier e traz o cinema para um campo que se pensaria esquecido: o da experiência.
at 15:12 Labels: { Cinema } {0 comments}
Quem nos lê sabe que andávamos a salivar por isso há muito. E também sabe que somos profundos conhecedores da série, dos seus mais profundos segredos, do perfil das personagens e da sua evolução, das diferentes versões do genérico, bla, bla, bla. E agora passa também a saber da nossa desilusão. The Simpsons, o filme, não fica atrás de The Simpsons, a série. Mas devia, isso sim, ficar bem à frente. Era possível? Sim. Porque uma coisa é manter o humor corrosivo, o equilíbrio dramático e a storyline identificável. Outra é levar tudo isso mais longe, e fazer algo histórico. Groening e companhia ficaram-se pelo mimetismo de um episódio, de maior duração, e nada foi levado ao extremo. Sim, o brilhantismo está todo lá, mas nós queríamos algo diferente. Algo extremo. Algo levado ao limite. Este, aliás, parece ser um problema de séries de TV que deixam a sua marca: já em X Files havia acontecido o mesmo, uma longa metragem que não passava de um episódio esticado, onde tudo estava, mas nada de novo surgia. Aqui, o mesmo. Nada de novo no Reino da Dinamarca.
sábado, setembro 01, 2007 at 19:37 Labels: { Viagem } {0 comments}
Como se não fossem possíveis. Agora, sim, agora é a minha vez.
at 19:16 Labels: { Viagem } {0 comments}
Sete da tarde, e a praça do Panteão precipita-se para a fachada. A enorme porta de ferro permanece aberta à entrada de dezenas de pessoas, num espaço elipse com óculo para o céu. O rumor das ruas é constante, enquanto a humidade não dá sinais de abrandamento. Uma praça menor alberga ruínas abaixo do nível do solo, ocupadas dengosamente por gatos, que dormitam no topo de colunas desfeitas pelo tempo. O trânsito flui no limite do contacto, libertino. No Campo de Fiori, a estátua de S. Bruno assusta os poucos que se aproximam, enquanto as esplanadas vendem-se como espaços de frescura inexistente.
at 18:42 Labels: { Viagem } {0 comments}
À saída de Fiumicino, polícias à paisana defendem a pátria à entrada. Metros à frente, o calor invade os poros sem pudor e instala-se como premissa, sem discussão prévia. As praças sucedem-se, intercaladas por ruas abandonadas ao seu Verão. A temperatura sopra-se a si mesma. Descendo a Via del Corso, os primeiros turistas habitam os espaços deixados vazios. Lojas de luxo miram-se desconfiadas, perante o ângulo comum para a escadaria da Piazza de Spagna. Numa pequena prerpendicular, uma mulher asiática conversa silenciosamente com um edifício, numa rara imagem sono. Horas depois já o fórum Romano se assume visível, com o Coliseu em skyline. Os templos respiram. Grupos de espanhóis riem alto, enquanto três japoneses se refrescam num ponto de água. Duas oliveiras controlam tudo. Percorrendo a margem do Tibre de carro, vespas cruzam as praças com mulheres de anúncio à velocidade da cor da própria pele. As pontes sucedem-se, e algo lembra Paris. Em Trastevere, vendedores costa-marfinenses entoam frases da Toscânia como crianças açucaradas, tentando vender falsas Louis Vuitton a norte-americanos de passagem. As ruas cruzam-se nas esquinas das trattorias. O dia morre húmido, na sombra nocturna de uma esplanada, convidada à embriaguez por alguém que canta à janela.