quarta-feira, novembro 14, 2007 at 22:25 Labels: { Cinema } {0 comments}
at 22:08 Labels: { Anima-dinner } {0 comments}
Concretizado o primeiro repasto sob a égide do Animatógrafo, fica o balanço:
1) - Efectivamente, todo o fado é vadio até à chegada de Roy Orbison;
2) - Efectivamente, todas as putas sabem mandar calar os descontraídos;
3) - Efectivamente, quanto mais toupeira mais entorna;
4) - Efectivamente, antigamente as figuras eram menos tristes do que aos olhos de hoje.
5) - Efectivamente, nenhum dos convivas teve a coragem de se munir de textos deste honorável tasco para colocar o seu autor em cheque. Pelo que o pagamento foi em cartão.
Posto isto, será levado a cabo novo evento já em Dezembro, para o qual se aceitam sugestões de tema. Mais se informa que não existirão guitarradas, mas coisas do corpo. Atirem-se de cabeça.
domingo, novembro 11, 2007 at 17:18 Labels: { Política } {0 comments}
at 16:32 Labels: { Cinema, Música } {0 comments}
A Islândia é uma ilha. São 103.000 km2, com 313.000 pessoas. O resto são paisagens irrespiráveis, que deram origem a um documentário absolutamente belo. Heima, o trabalho cinematográfico sobre a tourné gratuita dos Sigur Rós no Verão de 2006, é um documento de uma estética esmagadora, ao serviço da mente. A música dos islandeses é de enorme proximidade com as pessoas e locais escolhidos, e essa ligação flui de forma extraordinária ao longo de 97 minutos. Mais se compreende que a ideia de fazer um conjunto de concertos gratuitos em pequenas cidades da ilha vem precisamente de uma pureza de criação invulgar, a mesma que os membros do grupo se esforçam por explicar, por poucas palavras. O trabalho de fotografia é imaculado, as entrevistas determinam o ritmo, o som captado de forma perfeita, a montagem capaz dos melhores racords. O filme torna-se, assim, não só uma peça essencial para compreensão dos próprios Sigur Rós, como uma reflexão sobre um imaginado espaço de origem, essência de um algo que não se descreve, mas antes se mostra. Para além disso, em muito se explora o impacto do som, enquanto criação humana, nos seres e espaço em seu redor, e a sua capacidade encantatória quando fruto de total generosidade. Já o duplo Harf/Heim, editado no mesmo dia do DVD, não acrescenta muito à carreira dos islandeses, mas também não seria esse o propósito. Hvarf apresenta cinco originais presentes no filme, peças suficientemente abrangentes para poderem estar em algum dos álbuns de originais editados até à data, mas ainda assim fruto do amadurecimento do grupo. Heim, por seu lado, são seis versões acústicas de temas mais conhecidos, em que os Sigur Rós procuram uma simplicidade não presente na versão original e que surgiu em virtude de Heima. A ligação entre o CD e o DVD é, aliás, segura. Sugere-se ainda o fotoblog que os senhores criaram, com algumas das imagens e sons presentes no filme (ver aqui). Tudo para recuperar fé na existência das coisas.
at 16:13 Labels: { Televisão } {0 comments}
Jerry Seinfeld é Jerry Seinfeld. Conan O'Brien é Conan O'Brien. Os dois no mesmo local, à mesma hora, para todo o mundo ver, é a maior concentração de génio cómico vista nos últimos tempos largos.
quinta-feira, novembro 08, 2007 at 23:05 Labels: { Mulheres levadas da breca } {0 comments}
at 22:46 Labels: { Faces (des)conhecidas da humanidade } {0 comments}
domingo, novembro 04, 2007 at 21:53 Labels: { Televisão } {0 comments}
Tempos houve em que a HBO era a meca dos melómanos da TV. Se nos quisermos lembrar, a HBO está na origem de The Sopranos. Se nos quisermos lembrar, a HBO arriscou quando mais ninguém arriscou. Mas como tudo o que arrisca engorda, a mesma HBO tornou-se burguesa. Lançou Carnivale, uma das melhores séries de televisão da última década, para a cancelar ao fim de duas temporadas, a meio da história, e substituir por Rome. Mantém ainda Curb your Enthusiasm, já cansado. E o resto são boas memórias, Sex and the City, Six Feet Under, Deadwood. Hoje, desse império, nada resta. Pela bruma, a Showtime, mera desconhecida, lançava The L Word e começava a agitar mentes. O produto era claramente um passo à frente: a primeira série clara e transparente sobre lesbianismo. E com a queda da HBO, a Showtime abordou o futuro com base no risco. Primeiro apareceu Weeds, formato original com uma mãe que vende marijuana para manter o nível de vida após a morte do marido. A série chegou a passar na RTP2 este Verão, mas, como tudo o que é bom na televisão generalista portuguesa, morreu logo depois, sem aviso. Agora surge, em ecrãs nacionais, Dexter, novo fio na navalha, com um polícia forense em tom de serial killer, cordeiro em pele de lobo. A produção é exemplar, a ideia fantástica, o personagem um sonâmbulo social que conjuga CSI com Nip Tuck, numa Los Angeles solarenga e suada. E, continuando a chupar o filão doce, a Showtime atira-se ao que faltava. David Duchovny faz por esquecer os longos anos de alienação X e surge aos olhos do mundo como um escritor em crise de meia idade, Porsche descapotável de farolim partido e falta de inspiração. Adicionando muito sexo e algumas drogas obtém-se Californication, a nova sensação do panorama audiovisual norte-americano, e em breve global, nos países mais open minded. O Animatógrafo pescou os primeiros episódios (ainda são só 12, e só vimos 3) e a coisa, sinceramente, promete. Claro que ainda se está muito na fase de procura, e existem ainda inconsistências, mas já se notam diálogos fantásticos e um ambiente misto de promiscuidade e consciência que será a pedra de toque mais para a frente. Para já, as reacções norte-americanas têm-se extremado, o que é sempre bom sinal. Sim, já começamos a deitar séries pelos olhos, e daqui a algum tempo já ninguém conseguirá ver qualquer série, mas é bom saber que existe uma descendente da HBO à altura das exigências. It's Showtime.
at 17:18 Labels: { Faces (des)conhecidas da humanidade } {0 comments}
at 15:10 Labels: { Desabafo mental } {0 comments}
Há dez anos atrás, era global e objectivamente mais feliz do que hoje. O que é perturbador.
sábado, novembro 03, 2007 at 17:40 Labels: { Anima-dinner } {0 comments}
Não, não é o seguimento dos Alcoólicos Anónimos. Farto de trabalhar que nem um cão e apenas conseguir falar com os amigos nos intervalos das frustrações (ou durante as mesmas), decidiu este blog promover um repasto, mensal, para discussão dos mais variados temas. Do Thomas Edison a Rui Costa, da crise no Pingo Doce da Malveira ao divórcio de Sarkozy, da qualidade das putas em Copenhaga ao Noddy armado em pescador, tudo é admitido enquanto assunto, à excepção de trabalho. O evento poderá ainda, mediante procura e confirmação, ser temático. O primeiro está agendado, também mediante confirmação, para a próxima sexta-feira, dia 9, em local a ser informado aos distintos participantes. Tema: figuras tristes da infância ou da idade adulta. Se o número de participantes não corresponder ao de almas necessárias para uma noite de gozo (ui...), desde já este distinto blog se demite de quaisquer responsabilidades (e, eventualmente, de prosseguir com o projecto). Sim, é chantagem. Tenham tomates e venham cá dizer-me na cara, va. Mais se informa que se promove a utilização de textos deste blog para eventual tentativa de humilhação do seu autor, que responderá na mesma moeda. Just try me.
at 17:28 Labels: { Arte } {0 comments}
Se tudo correr bem, ou um golpe de sorte nos acertar, o Animatógrafo estará na origem da capa de um livro. It's a long shot, mas do futuro só o Mandinga sabia. A ver vamos. Façam filhoses. Favas. Figas.
at 17:23 Labels: { Música } {0 comments}
Não, não é nenhuma manigância. Se tudo correr bem, o Animatógrafo estrear-se-á no éter, oficialmente, para toda a Lisboa e arredores ouvir. Ou melhor, para todo o mundo ouvir, uma vez que o éter transforma-se em bits, naturalmente. A ver vamos. Façam filhos. Figos. Figas.
quinta-feira, novembro 01, 2007 at 14:08 Labels: { Mulheres levadas da breca } {0 comments}