domingo, janeiro 04, 2009 at 17:43 Labels: { A verdade é que, Desabafo mental } {5 comments}
quinta-feira, dezembro 18, 2008 at 19:01 Labels: { Natal, Política } {0 comments}
segunda-feira, dezembro 08, 2008 at 22:34 Labels: { Natal } {1 comments}
at 22:17 Labels: { Natal } {0 comments}
at 22:11 Labels: { Cinema } {0 comments}
quinta-feira, dezembro 04, 2008 at 21:50 Labels: { Natal } {1 comments}
Cá vamos nós outra vez.
quinta-feira, novembro 27, 2008 at 21:31 Labels: { Música, Vénia do Dia } {0 comments}
sexta-feira, novembro 14, 2008 at 19:39 Labels: { Fotografia, Livro dos Regressos } {0 comments}
at 18:14 Labels: { Livro dos Regressos } {0 comments}
Tenho saudades (manca-me) polaroid. O químico era
doce.
E os dias passavam-se à sombra das nuvens de fumo, moendo dentes de álcool, atirando romãs aos gatos. A cor obtinha-se desfocando gravemente as dioptrias da pele das cadeiras, nova feito
plástico com cheiro, e em processo orgânico familiar. Shoot. Posta
uma mesa rotativa para cinco, aos pares, o cachimbo era então construído do castanho para a retina,
do cinzento para o banal,
com areia à mistura. Fala-se alto. Os pinta-roxos lidos algures entre Évora e Canal Caveira formam-se na antítese das penas, e cada película é uma sujidade alternativa das cordas. Ao canto, um ombro raspado. Um ângulo construído pela forma do indicador, ou antes a ideia de um tempo que não chegou a existir, entre culpas argelinas e o som abafado da carpete da sala. À luz, água. Dobrando a cervical, tudo já parece pouco mais do que.
quarta-feira, novembro 12, 2008 at 22:27 Labels: { Dança, Ironias } {0 comments}
at 21:27 Labels: { Música } {1 comments}
Mesmo o consumidor mais distraído tem noção que, em Portugal, e mesmo um pouco por todo o lado, a época dos festivais de música é o Verão. Porque há férias. Porque os grandes terreiros de pó, junto ao rio ou à praia, convidam a banhos, sons e bejecas no pino do calor. Porque os amigos unem-se em maiores grupos. Porque há amores efémeros e noites esquecidas ou lembradas. O resto do ano passa-se a saltaricar de concerto em concerto, em sala fechada, grande ou pequena. Os grupos são menores, e os preços bem maiores. A Superbock, como grande marca de cerveja que se preze, aliou-se há muito aos festivais de música (ou não fosse o Verão o pico de vendas do produto). E este ano avança com uma ideia quase revolucionária: um festival de música em pleno Outono avançado, já a espreitar o Inverno. Claro que o figurino não podia ser o mesmo, senão facilmente teríamos wrestling feminino na lama. E daí os senhores da Unicer pensaram na coisa de forma bem diferente: durante dois dias, todos os espaços disponíveis na Av. da Liberdade, mesmo os mais raros, acolhem nomes do cenário musical actual em pequenos concertos. O bilhete é único para os dois dias, 3 e 4 de Dezembro, e a ideia será andar a saltar do Tivoli para o S. Jorge, ou do Parque Mayer para o Maxime. Reconhece-se uma programação que quer aliar novos valores nacionais com nomes lá de fora. E, perdoem-nos os restantes, mas todos os holofotes vão para Santogold, Lykke Li, Ladyhawke, El Perro del Mar, Peixe:Avião, Deolinda e Zita Swoon. Este é daqueles que ou pega de estaca ou morre à nascença. A ver vamos se alguém ajuda à sobrevivência da coisa.domingo, novembro 09, 2008 at 18:22 Labels: { Música, Música de domingo } {0 comments}
Joan as Police Woman, To Be Loved, in To Survive, 2008
domingo, novembro 02, 2008 at 23:02 Labels: { Mulheres levadas da breca, Música } {0 comments}
sexta-feira, outubro 24, 2008 at 10:05 Labels: { Outras guerras, Política } {0 comments}
terça-feira, outubro 21, 2008 at 21:59 Labels: { Cinema, docLisboa2008 } {0 comments}
[Competição Internacional] Pode até nem ganhar o galardão máximo, mas o filme de Cathie Levy já ganhou um prémio: o da empatia com quem o viu no domingo, no grande auditório da Culturgest. Na senda do documentário sobre a natureza humana, o projecto da realizadora vai à procura das mulheres que permanentemente procuram os serviços de cirurgia plástica da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Logo pela manhã, uma filma enorme alonga-se junto ao muro, e mulheres, novas e velhas, baixas e altas, bonitas e feias, gordas e magras, conversam sobre o que não gostam em si. E no que ele poderá fazer por elas. Ele é Ivo Pitanguy, o cirurgião estético mais conhecido do Brasil e um dos maiores no mundo. Ao contrário das "coroas" do Leblon, que pagam somas chorudas por um nariz novo ou seios mais voluptuosos, Edna, Valéria e Fernanda não têm dinheiro para isso. Mas também não estão contentes com o que o espelho devolve, e têm a esperança de mudar. Ao longo de cinco meses, Cathie Levy foi atrás de algumas das mulheres que vêm Pitanguy como o mágico das suas vidas e filmou as suas dúvidas, sonhos e sorrisos, mentiras inocentes e lágrimas escondidas. O que à primeira vista parece superficialidade a um olhar mais neutro, revela-se, ao longo de duas horas, como algo bem mais profundo. A vaidade das mulheres que Levy encontrou nos corredores da Santa Casa não vem apenas do espelho, mas antes de baixa auto-estima, de problemas emocionais ou familiares, da rejeição da sociedade e de uma cultura demasiado pressionada pelo corpo e pela socialização pelo mesmo. Levy tem, além de um excelente trabalho de estruturação que mostra todas as fases de preparação da cirurgia e nos faz sentir testemunhas próximas de quem vai à faca, a felicidade de encontrar genuidade nos intervenientes. Um documentário é feliz quanto maior for a felicidade nas pessoas que encontra. Cathie Levy foi à procura da felicidade de câmera em riste e pode sair de Lisboa com algo mais.at 21:33 Labels: { Cinema, docLisboa2008 } {0 comments}
[Sessão Especial] Há festivais que correm mal desde o início, estopada atrás de estopada. E depois há o docLisboa deste ano, cuja qualidade dos filmes escolhidos continua a surpreender, um atrás do outro. Desta feita, o motivo de contentamento é Gonzo: the life and work of Dr. Hunter S. Thompson, de Alex Gibney. Atenção: o norte-americano não é um qualquer realizador. É só o vencedor do óscar para o melhor documentário em 2007, com Taxi to the Dark Side, onde ia atrás da tortura que os soldados norte-americanos impõem aos capturados no Iraque ou Afeganistão, inocentes ou culpados. Este ano Gibney aligeirou um pouco o tema, mas não por isso faz um trabalho menor. Agora: quem viu Fear and Loathing in Las Vegas, a pérola de Terry Gilliam de 1998, vai perceber o resto do texto muitíssimo melhor. Porque o filme de Gibney é, precisamente, sobre o homem aí representado. Hunter Thompson, jornalista excêntrico, escritor instável, origem do jornalismo gonzo, um misto de factual e imaginado, de calúnia e alucinógeneo. O tipo pastilhado que Johnny Depp interpreta em Fear and Loathing é precisamente Hunter, que acompanhou o projecto. Hunter, personagem mítica na cobertura das eleições presidenciais de 1972. Hunter, o tipo que andou com os Hell's Angels, o último grupo motard fora-da-lei, América fora. Hunter, o gajo que que foi para as pistas de cavalos do Kentucky escrever sobre quem estava nas bancadas e não ligou nenhuma aos cavalos. Hunter S. Thompson foi das personagems mais interessantes do século XX norte-americano, e portanto a tarefa de Alex Gibney era "estar à altura". E está. O documentário biográfico sobre o maior pastilhado de todos os tempos é um excelente filme, que fala com toda a gente que interessa e mais alguma que não sabíamos existir, que explica e aborda a origem do Gonzo, e que faz o que um documentário biográfico deve fazer: singulariza o objecto de estudo, mostrando-o e interpretando-o à luz da sua vida e da sua realidade, mas sem julgamentos. O trabalho visual de Gibney é fantástico, sobretudo tentando chegar às sensações provocadas pelo ácido e alucinógeneos. A estrutura é inatacável. E não sendo um documento de cariz político actual, não deixa de olhar para a atitude eminentemente política de Thompson em toda a sua vida e, assim, sublinhar a natureza do homem político, de então e dos nossos dias. Possivelmente não vai ganhar o óscar, mas Alex Gibney pode gabar-se de ser o autor de um documento que, mais do que ser interessante, pode bater no peito e dizer que é necessário não só para compreender a história do biografado como de algumas décadas da história norte-americana. E isso não é pouco.