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O Fim

Há quatro anos o mundo era diferente. Santana Lopes era primeiro-ministro, George Bush presidente dos EUA, e Cesariny era vivo. Há quatro anos, o Animatógrafo nasceu de uma pancada de final de tarde, num escritório na Av. de Berna, em Lisboa. E alimentou-se pela necessidade de escrever sobre muita coisa, e pela ilusão de ser lido, por muito poucos. Quatro anos depois, a ilusão morreu pela realidade e a necessidade de falar aos outros desvaneceu-se na incapacidade de gerar algum fórum de discussão. Assim, o Animatógrafo morre na mesma semana em que o seu autor vê alterações efectivas na sua vida profissional e substantivas na vida pessoal, e quando já pouco sentido fazia continuar a escrever. Para já, para o futuro próximo, o Animatógrafo vai centrar-se em si mesmo e abdicar do esforço de discutir ideias com os outros. Para já, para agora, é o fim.

Desabafo mental (X)

Sou um cobarde. Se tivesse tomates, largava este lindíssimo país de merda, com atrasos estruturais e uma total incapacidade para evoluir de forma visível, e arriscava a vida lá fora. Se calhar andava aos papéis, se calhar bulia uns anos como um cão, mas tinha para mim que o risco, em si, valia a pena. Em vez disso, conscientemente, contento-me com esta realidade parcial, em que nos arrastamos em lamentações, temos vergonha uns dos outros e do que não conseguimos juntos. Foda-se para isto.

Desabafo mental (IX)

Muitas vezes sinto-me desacompanhado nas preocupações teóricas e contagiado nas práticas.

Desabafo mental (VIII)

Há dez anos atrás, era global e objectivamente mais feliz do que hoje. O que é perturbador.

Desabafo mental (VII)

FDX!

Desabafo mental (VI)

Mais vale ver a dobrar que dobrar a beber.

Desabafo mental (V)

Uma intoxicação alimentar é pior que duas putas coxas a correr a maratona.

Desabafo mental (IV)

Calor e mulheres, cada um aguenta o que pode.

Desabafo mental (III)

A auto-censura social é a mãe de todas as virtudes.

Desabafo mental (II)

Mulheres de fio dental e calças transparentes andam à procura de conforto.

Desabafo mental (I)

Não há cu que aguente a brasileirização da sociedade portuguesa.