Roma - dia 2

Sete da tarde, e a praça do Panteão precipita-se para a fachada. A enorme porta de ferro permanece aberta à entrada de dezenas de pessoas, num espaço elipse com óculo para o céu. O rumor das ruas é constante, enquanto a humidade não dá sinais de abrandamento. Uma praça menor alberga ruínas abaixo do nível do solo, ocupadas dengosamente por gatos, que dormitam no topo de colunas desfeitas pelo tempo. O trânsito flui no limite do contacto, libertino. No Campo de Fiori, a estátua de S. Bruno assusta os poucos que se aproximam, enquanto as esplanadas vendem-se como espaços de frescura inexistente.