Juan Carlos, Zapatero, Chavez

Usualmente, os fóruns de discussão pública e política baseiam-se na já comum retórica vazia do discurso político. Usualmente, os elementos mais extremados aproveitam esses mesmos fóruns para ataques à descrição, sem pudor e conhecedores do impacto mediático e da impunidade que graça no mesmo discurso global, povoado por um sonambulismo assumido. Desta feita, Juan Carlos impregnou-se da raça hispânica clássica e mandou calar, com todas as letras, Hugo Chavez, enquanto Zapatero defendia um defunto Aznar da forma mais respeitosa possível. O resto ficou a encolher-se e pena foi que Chavez calou-se mesmo, ainda que reagindo polidamente logo de seguida. Seria curioso que a discussão tivesse aquecido, pelo menos para ver se o conflito semântico se reduzia aos dois representantes, ou se mais alguém aceitava a frente do touro. Ainda assim, fica um rei não morto. Viva o rei.