Lavagante

São duas notícias numa. Primeiro que tudo, e que todos: um inédito de José Cardoso Pires. Reza a história que o texto nunca foi publicado em livro, e que uma versão reduzida terá visto a luz do dia em Dezembro de 1963, na revista "O Tempo e o Modo". A versão que agora chega aos escaparates foi revista pela filha do escritor e é um excelente mote para Nélson de Matos. Cardoso Pires, autor maior da literatura lusa contemporânea (a par de Lobo Antunes) volta a mexer nas mentes que estejam disponíveis para o ler. O Animatógrafo curva-se com respeito e saudade do autor (que chegou a conhecer e cuja obra investigou profundamente, com resultado disponível aqui). Segundo, o mesmo Nélson de Matos ataca assim como prometido: está lançada a Edições Nelson de Matos, editora nova do ex-responsável da D. Quixote. A ideia parece ser apostar em qualidade, claro está, e é de saudar num tempo em que as editoras entraram na idade adulta do capitalismo, geridas como máquinas de precisão de um mercado cada vez maior. Parece ser o regresso do editor, contra o cada vez mais comum gestor de catálogo. A ver vamos. O projecto dispõe de um blog, aqui.